sexta-feira

Liberdade de Expressão & WikiLeaks




O Prémio Nobel da Paz foi atribuído a Liu Xiaobo, o dito prémio foi colocado numa cadeira vazia porque o mesmo está preso na China.
É curioso saber que mais de um bilião de pessoas na China nunca ouviu falar desta notícia, não passou na televisão ou nos jornais ou na Internet, porque "a verdade liberta-nos" e como tal é fortemente guardada por mentiras.

Pergunto-me para que serve a liberdade de expressão, se tudo o que ouvimos não passam de mentiras livres?

Alguns meses atrás, o WikiLeaks divulgou um vídeo militar onde um helicóptero de guerra Americano dispara e mata civis nas ruas de Bagdad, incluindo crianças e os tripulantes de uma ambulância que veio para lhes dar auxílio.
Os militares responsáveis nunca foram investigados por crimes de guerra ou assassinato mas o WikiLeaks, esse sim foi alvo de uma investigação... estranho? no mundo em que vivemos nem por isso, felizmente que com estes incidentes muitos começam agora a perceber em que tipo de Democracias livres vivemos.

Mais recentemente o mesmo WikiLeaks publicou telegramas secretos onde o governo Americano pretende designar o próprio WikiLeaks como uma organização terrorista, tomar os seus bens pela força, desligá-lo e processar os seus líderes e simpatizantes, não porque estes tenham cometido um ato terrorista mas porque expuseram um ato terrorista executado por americanos...

A reacção dos poderosos a estas revelações é sintomática de que a democracia política e a liberdade de expressão e informação param na fronteira dos seus interesses e têm um mero valor instrumental nas democracias liberais cada vez mais corroídas, e enquanto a verdade continuar a ser guardada com mentiras, e a liberdade de expressão não passar de uma cadeira vazia não vamos sair deste buraco social e económico que se vive um pouco por todo o globo.

Termino a citar George Washington e com um video que demonstra bem o tipo de liberdade de expressão que existe nos Estados Unidos, Inglaterra e Canada.

Bom Natal

"If the freedom of speech is taken away then dumb and
silent we may be led, like sheep to the slaughter.
"

terça-feira

A minha Revolução



Este post esta ligado á "Revolução já" um grupo do Facebook ao qual pertenço e obviamente recomendo.

NÓS POR CÁ:

Falamos mal e atacamos muitos políticos, mas fazemo-lo porque somos mal governados, porque a cada ano que passa nos vão mais ao bolso e só vemos a situação económica e social do pais a piorar, creio que quando é evidente a incompetência dos políticos actualmente eleitos, temos mais do que o direito de criticar.
Mas a meu ver, a Revolução de que tanto falamos não vai começar com Padeiras de Aljubarrota ou cravos nas espingardas porque não vivemos na Ditadura ou no tempo do Salazar, vivemos na Democracia "a moda" do Sócrates.

Na minha opinião a revolução tem de começar na mente, e da mente vai reflectir-se no voto, porque se 50% da população tivesse a mínima noção de quem, e melhor, com que tipo de politicas estão a compactuar quando escolhem senhores como o Sócrates para governar o país, o Sr. não tinha sido eleito e reeleito ... a realidade é que pouco ou nada sabem, e ganha o que tiver a carinha mais laroca, melhores notas a Retórica e muitas beijocas a idosos e a crianças.



Eu, e muitos da minha geração não conseguimos compreender como é possível que desde a revolução de Abril, só existiram dois partidos políticos no poder, dois partidos que hoje são exactamente a mesma merda porque são mínimas as diferenças na forma de governar.



Penso muitas vezes que precisamos de opções em quem votar, precisamos de opções politicas livres de lobbies, de corrupção, de Boys, dos negócios debaixo da mesa, dos favores, livres dos interesses do BCE, do FMI, do Banco Mundial, da OMC, das super-potencias como os EUA, China, Israel, Arábia Saudita e por ai fora ... só que depois também penso, mas mesmo que existam o povo português não da hipótese, ou ganha PS ou ganha PSD... é triste porque nunca votei neles, gostava de ver um tipo de politica diferente e este povo não deixa.

O GRANDE PLANO:



Infelizmente creio que a grande mudança na mente da população, não só portuguesa mas de toda a Humanidade, só vai começar quando o sistema entrar num colapso tão grande que vai ser impossível alguém voltar a acreditar em capitalismo, socialismo, republicas e ate mesmo no dinheiro, porque estes, apesar de terem tido um papel importante na historia, actualmente servem apenas para aprendermos em que sentido devemos ir, não são para manter de forma alguma.

Precisamos de evoluir no modo como somos geridos, e se temos tudo o que é necessário para tornar o mundo muito melhor para todos não é compreensível o porquê de não o fazer-mos... ou é?



Não acredito no sistema económico baseado em dinheiro, foi criado para gerir bens, gerir a escassez, garantir que cada um tenha o que tem direito e representava o ouro que a nação tinha, neste momento o dinheiro não representa nada e com a manipulação dos governos, dos bancos e da banca faz exactamente o contrario do que seria suposto.



Mas não é só por este motivo que não acredito, o problema está na forma como o sistema funciona desde a raiz, e vou tentar explicar-me da melhor forma que sei.

Todos os bancos Europeus, Americanos e Asiáticos funcionam segundo o "Sistema de Reservas Fracionárias", que se alguém se der ao trabalho de tentar perceber rapidamente conclui que não se trata nada mais do que um esquema em pirâmide, beneficia sempre quem esta no topo, exige um crescimento continuo e investimento constante, porque sem ambos este gradualmente torna-se disfuncional ate chegar o ponto que começam as falências não só dos bancos mas também dos próprios países que acolhem este sistema.



Se não conseguirem perceber o que é o sistema de reservas fracionárias posso publicar alguns textos ou mesmo vídeos sobre este tema.

Mas resumindo, por cada vez que depositamos no banco 1000€ o mesmo pode emprestar 100€ com base no nosso deposito e ainda cobrar juros, ou seja, o banco não empresta dinheiro que tem em sua posse, empresta dinheiro que tem como base 10% de todos os depósitos feitos nesse banco e espera de retorno esses 10% mais os juros que aplicou, o sistema nunca vai funcionar de forma estável e é impossível durar para sempre porque exige uma injecção crescente de dinheiro na economia para pagar os empréstimos que são criados sobre dinheiro que não existe e sobre o qual ainda são cobrados juros...

Por outras palavras, o dinheiro que nos é emprestado é criado do ar, porque quando deposito 1000€ dou ao banco garantias para poder emprestar 100€ só que mais tarde ou mais cedo eu vou gastar os meus 1000€, logo os 100€ emprestados não existem fisicamente... sublinho, o dinheiro que nos é emprestado não existe, é criado no momento que pedimos o empréstimo.



Mas mesmo assim, o principal problema não é esse, o problema é o crescimento continuo que é absolutamente fundamental para o sistema não entrar em colapso, e o que é isso de crescimento continuo, como foi possível até agora, porque não é possível manter-lo para sempre?

As politicas económicas com que vivemos, a evolução da população e todo o modo de vida que a sociedade atingiu só foi possível desde a descoberta do petróleo, e neste momento, crescimento continuo significa consumismo em grande escala, que só é possível porque existe petróleo.



O petróleo é um bem finito, raro e ate a presente data impossível tanto de reutilizar como de recrear em laboratório e toda a nossa sociedade e economia estão baseadas na existência e (novamente) no crescimento continuo da sua exploração e refinação.
O pessoal que vê o Discovery Channel (como eu) vai dizer, mas nós temos painéis solares e barragens, e energia geotérmica, carros movidos a hidrogénio que já andam a 160Km/h e outros feitos notáveis que já conseguimos atingir com energias alternativas, só que não vêm o grande plano, porque é impossível ter os níveis de produção que temos actualmente, seja do que for ... sem petróleo.



Podemos por hidrogénio nos carros, mas estamos a ignorar o facto de que é impossível construir um carro sem petróleo, que todos os componentes de um carro só existem da forma como os conhecemos porque existe petróleo... por exemplo, estima-se que só para fabricar 1 pneu são necessários 15 litros de petróleo, para extrair qualquer matéria prima são necessários centenas ou milhares de litros, que toda a porcaria de plástico que temos nas nossas casas, a pasta de dentes, tintas, vernizes, parafinas, isolantes, produtos de limpeza, cosméticos, e tudo o que envolva combustão de combustível fóssil precisam de petróleo, nem uma estrada conseguíamos construir logo o carro a hidrogénio... tem pouca importância.



É importante diferenciar o que é a energia que para a qual já existem alternativas renováveis, de todas as outras finalidades que o petróleo tem, e que estão ligadas directa ou indirectamente com o modelo de sociedade que temos e com o estilo de vida consumista em que estamos habituados a viver.



O que me leva de volta ao primeiro problema, o problema do sistema económico que se baseia num crescimento continuo que, por sua vez, se baseia no crescimento continuo do abastecimento de petróleo que inevitavelmente, um dia vai acabar.



A revolução aqui do nosso cantinho a beira mar plantado é importante, mas existe uma revolução muito maior a nível mundial por acontecer, porque o mundo que conhecemos agora vai mudar completamente numa questão de décadas.

A minha revolução é que mude para melhor.
Qual é a tua ?

quarta-feira

O meu dinheiro e a Dívida Pública




Ontem no ionline.pt e depois mais tarde na Sic Noticias ouvi vários críticos a explicar exactamente quanto dinheiro é que o estado deve, e qual o peso dessa mesma divida para a economia do pais... a conclusão que me espantou mais foi, e passo a citar "A dívida pública portuguesa atingiu no final de 2008 mais de 108% do total da riqueza criada no país(PIB)."
Traduzindo isto por miúdos, ficamos a perceber que nem que todos os portugueses trabalhassem um ano e dessem o total do ordenado ao estado, não ia chegar para cobrir a divida que o estado tem neste momento, e claro que ainda tínhamos as nossas próprias dividas privadas por pagar, as casas, carros, educação, ferias e todas as outras mordomias que o sistema tem para nos oferecer a troco de taxas de juro que tanto engordam a conta de quem já tem milhões como a bolha do credito mal parado que está prestes a rebentar.
É estranho saber isto e depois ver este mesmo estado, endividado até ao pescoço, a pagar dividas de bancos privados, a emprestar dinheiro a Grécia e a planear fazer obras publicas que não vão melhorar a economia deste cantinho a beira mar plantado... como sair desta trapalhada, pergunto?
Não sei, mas sei não quero esta gente irresponsável a governarem-me, não votei neles e sinceramente não percebo porque continuam tantos portugueses a ir em conversas "mansas", estes senhores têm cada vez menos credibilidade e nenhuma capacidade para gerir ou governar o que quer que seja, isto porque a ultima coisa que uma pessoa, uma empresa ou mesmo um Estado de Direito tem de fazer quando esta endividado a este nível é no mínimo parar de criar novas dividas... mas não, tal como muitos portugueses a quem não chega ter a divida do empréstimo da casa que mal conseguem pagar, pedem logo outro para um carro, outro para as ferias e mais cedo ou mais tarde estão a pedir ajuda num dos gabinetes de apoio ao credito da DECO... o nosso estado parece estar a seguir o mesmo exemplo, o problema é que quando a bolha rebentar, não vai ser o Sr. Primeiro Ministro ou o Ministro das Finanças a sofrer com as consequências desta gestão desastrosa e a pagar uma divida que não para de aumentar, o problema é que quem a vai pagar sou eu, eu e tu...

... agora pensa

quinta-feira

Barack Obama - A Nova Doutrina Nuclear




O tão estimado Presidente Norte-americano encontra-se hoje em Praga para assinar um tratado para uma suposta nova doutrina nuclear, que de nova tem muito pouco.
Para mim é contraditório, o pais com maior poder nuclear do mundo vir com conversas a comprometer-se a reduzir o seu arsenal nuclear e de que querem paz no mundo e depois fazer a seguinte afirmação Os EUA comprometem-se a usar a bomba em circunstâncias extremas, e apenas a países que violarem o tratado de não proliferação nuclear.

É presunçoso, autoritarista e prepotente dizer a uma nação, olha nós temos o maior arsenal bélico, militar e nuclear do mundo e em nome da segurança mundial mais ninguém pode ter armas nucleares porque senão com este tratado nós temos o direito de invadir o vosso pais ou mandar-vos com uma ogiva em cima...

Porque é que o país que alimenta mais guerras, que vende mais armas de guerra, que cria conflitos injustificados é também aquele que se acha no direito de garantir a paz mundial, como é que o maior produtor de armas do mundo tem moral de dizer aos outros para não construírem armas? É no mínimo… contraditório.

E este tipo de atitude não vai ajudar em nada, até porque os países que produzem armas nucleares como o Irão ou a Índia só se vão sentir ainda mais ameaçados com tanto autoritarismo Americano, mas o resto do mundo ainda é capas de achar muito bem dar mais um prémio Nobel da paz ao Sr. Presidente.
Faz-me lembrar aquelas noticias das senhoras na praça a falarem do politico a quem acabaram de dar um beijinho dizendo “ gosto muito dele, é muito charmoso e gosto muito de o ouvir a falar” ignorando o facto do tal Sr. charmoso e bonito estar a planear reduzir-lhe a reforma… com o Obama acontece o mesmo, ele diz uma coisa e faz outra, mas como toda a gente gosta muito de o “ouvir falar” tudo passa imaculado e até lhe é reconhecido e premiado o mérito não pelo que fez, mas pelo que disse que ia fazer.

Para mim, uma tradução simples do que Obama afirmou ontem e hoje seria:
Faz o que te digo e não faças o que eu faço... senão vais ter o teu país destruído e invadido em nome da segurança mundial...

O melhor exemplo é o Iraque, que já não conhece o significado da palavra paz a 7 anos e onde já morreram um milhão e meio de iraquianos em nome das ditas armas de destruição massiva que nunca existiram, mas onde por outro lado os estado unidos "roubam" 40 biliões de dólares em petróleo e gás por ano, talvez o leitor não saiba, mas o Iraque tem a segunda maior reserva de petróleo do mundo e uma das maiores de gás... por isso da próxima vez que o Presidente mais sorridente de sempre disser que vai invadir um pais em vez de se deixarem levar pela conversa agradável e decidida do Sr. tentem perceber os verdadeiros motivos que o levam a invadir um pais e a ordenar a morte de famílias e crianças, porque só existe um verdadeiro motivo para a guerra, e infelizmente o motivo chama-se dinheiro.
A frase "em nome da paz mundial" serve apenas para iludir a população que cegamente segue o seu líder sem perceber que por traz da guerra, existem empresas de armamento, de exploração de gás e petróleo e de construção onde os administradores têm lugar cativo no parlamento americano, e como é obvio são sempre estas empresas que exploram e beneficiam das invasões americanas.

Há muito que a empresa Halliburton tornou-se sinónimo de lucro de guerra, mas há muitos outros com a "mão na massa". A história dos lucros de guerra americanos está cheia de egrégios exemplos de incompetência, fraude, evasão fiscal, desfalque, suborno e práticas irregulares.
Quem esteve durante muitos anos a frente da Halliburton e quem garantiu que a empresa ia conseguir os contratos sem licitação, foi o vice-presidente dos Estados Unidos Dick Cheney… que ao mesmo tempo era o CEO da Halliburton.
Para terem ideia de quanto dinheiro estamos a falar em 2002 a Halliburton facturava 1 Bilião de dólares… nada mau, um ano depois do inicio da guerra a Halliburton fechou o ano com um lucro fantástico de 16 biliões de dólares, o que garantiu ao Sr. Dick Cheney 8 milhões de dólares só nesse ano… com é obvio existe um conflito de interesses gigante quando os estados unidos então em guerra, e o lobby é mais do que evidente.

Tal como o historiador da guerra Stuart Brandes sugeriu, cada nova guerra está infectada com novas formas de obter lucros com a guerra, porque a guerra é o único negocio em que se perde em vidas humanas e se ganha em biliões de dólares.

One cannot subdue a man by holding back his hands. Lasting peace never comes from force. David Borenstein

segunda-feira

O estado e o meu dinheiro



Em cada 100 euros que o meu patrão paga pela minha força de trabalho, o Estado, e muito bem, tira-me 20 euros para o IRS e 11 euros para a Segurança Social.
O meu patrão, por cada 100 euros que paga pela minha força de trabalho, é obrigado a dar ao Estado, e muito bem, mais 23,75 euros para a Segurança Social.
E por cada 100 euros de riqueza que eu produzo, o Estado, e muito bem, retira ao meu patrão outros 33 euros.
Cada vez que eu, no supermercado, gasto os 100 euros que o meu patrão pagou, o Estado, e muito bem, fica com 21 euros para si.

Em resumo:
Quando ganho 100 euros, o Estado fica quase com 55.
Quando gasto 100 euros, o Estado, no mínimo, cobra 21.
Quando lucro 100 euros, o Estado enriquece 33.
Quando compro um carro, uma casa, herdo um quadro, registo os meus negócios ou peço uma certidâo, o Estado, e muito bem, fica com quase metade das verbas envolvidas no caso.

Eu pago e acho muito bem, mas depois de pagar tanto ... exijo:
- Um sistema de ensino que garanta cultura, civismo e futuro emprego para os meus futuros filhos.
- Serviços de saúde exemplares.
- Um hospital bem equipado a menos de 20 km da minha casa.
- Estradas largas, sem buracos e bem sinalizadas em todo o país.
- Auto-estradas sem portagens. Pontes que não caíam.
- Tribunais com capacidade para decidir processos em menos de um ano.
- Uma máquina fiscal que cobre igualitariamente os impostos.
Eu pago, e por isso quero ter, quando lá chegar, a reforma garantida e jardins públicos e espaços verdes bem tratados e seguros.
….Polícia eficiente e equipada.
….Os monumentos do meu País bem conservados e abertos ao público.
….Filmes criados em Portugal.
….E, no mínimo, que não haja um único caso de fome e miséria nesta terra.

Na pior das hipóteses, em cada 300 euros em circulação em Portugal garantem ao Estado 100 euros de receita, portanto Sr. Primeiro Ministro, aprenda a gerir o dinheiro que lhe dou porque eu quero e tenho direito de continuar a pertencer a teórica classe media dos 700€...

E se um terço do produto do trabalho de 10 milhões de portugueses não chega para tornar este pais melhor, pode começar a tirar o que falta do ordenado milionário do seu amigo, o Sr. António Mexia, a quem o Sr. Primeiro Ministro pagou dos meus impostos 3.1 milhões de euros (8493 euros... por dia), ou do Sr. Zeinal Bava que arrecadou 2.5 milhões o ano passado (6905 euros... por dia)e repare que estes são apenas dois exemplos dos 77 gestores de empresas em portugal em que o estado tem participação, porque se o Sr. Primeiro Ministro pode pagar um total de 61 milhões de euros em ordenados e prémios no ano passado (168 mil euros por dia) também pode começar a fazer algo por quem realmente trabalha para lhe pagar o ordenado, porque eu os outros 10 milhões estamos fartinhos disto...

Termino com uma frase do meu estimado Stefan Molyneux
"Governments supposedly were invented to make human life easier and safer, but as we can see now, that which we create to "serve" us, ends up ruling us."

terça-feira

Zeitgeist



Zeitgeist é um termo alemão cuja tradução significa espírito de época ou espírito do tempo. O Zeitgeist significa, em suma, o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo, numa certa época, ou as características genéricas de um determinado período de tempo...

Já o Zeitgeist em questão é um filme de 2007 produzido por Peter Joseph (pseudónimo de James Coyman) da GMP LLC, que apresenta uma série de teorias sobre as origens astrológicas e pagãs do cristianismo, a conspiração em volta do 9/11 e os verdadeiros objectivos da sociedade secreta que articulou a criação da Reserva Federal dos Estados Unidos. O filme foi lançado online, livremente, via Google Video em Junho de 2007. Este é um dos mais polémicos documentários que ultrapassou todas as fronteiras graças à Internet. Chegou até mim através de um passa a palavra no emprego.

A primeira parte é uma análise crítica do cristianismo, sugerindo que Jesus foi apenas um híbrido literário e astrológico e que a bíblia não passa de um conjunto histórias baseadas em princípios e acontecimentos astrológicos pertencentes a civilizações antigas.
Já a segunda parte expõe evidências de que o governo dos EUA já sabia dos ataques de onze de Setembro e que a queda das torres gémeas foi uma demolição controlada. O objectivo de permitir tal tragédia, segundo Zeitgeist, é ter uma desculpa para iniciar uma nova fase do imperialismo Norte-Americano sob controle do império apátrida das corporações, que por sua vez são controladas por redes secretas de interesses.
A terceira parte do filme, a que mais incomoda por ser extremamente actual, afirma que a Reserva Federal dos Estados Unidos da América foi articulada por uma sociedade secreta, visando obter os maiores lucros possíveis, nem que para isso seja necessário declarar guerras que obriguem o governo a aumentar a divida para com a Reserva Federal.

Ao longo do filme vamos percebendo o quanto foi lucrado e quem lucrou com as guerras e crises económicas, crise de 1907, crise de 1929, Primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial, Guerra do Vietnam, Afeganistão e o exemplo mais recente o Iraq.
Zeitgeist defende a tese de que o objectivo dessa sociedade secreta é o controle da humanidade através de um governo mundial e uma moeda unificada, cujas transacções serão efectuadas através de um chip implantado em cada ser humano... o chip já é usado por algumas pessoas voluntárias. É surpreendente como o filme nos mostra como os mass média e os políticos americanos convenceram o próprio povo a aceitar que deviam-lhes ser retirados todos os direitos que na Europa consideramos imprescindíveis.
Tal como a maioria deste tipo de documentários está muito bem escrito no sentido de levar o espectador a reflectir sobre o que é a verdadeira realidade e o que está por detrás dela, nesses bastidores onde gente poderosa se move nas sombras e nos manipula como marionetas.
Resta lançar o desafio para que vejam este documentário, analisem-no e desmistifiquem as hipóteses lançadas.

São duas horas mas vale a pena :)

quarta-feira

O teu país




Algumas coisas que ainda não consegui perceber...

Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode fazer uma tatuagem.
Um empregador para despedir um trabalhador que o agrediu precisa de uma sentença judicial que demora 5 anos a sair.
Na escola um professor é agredido por um aluno. O professor nada pode fazer, porque a progressão da sua carreira está dependente da nota que dá ao seu aluno.
Um jovem de 18 anos recebe €200 do Estado porque não trabalha, um idoso recebe de reforma €236 depois de trabalhar toda a vida.
Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.
O mesmo fisco pode penhorar indevidamente o ordenado de um trabalhador e demorar 3 anos a corrigir o erro.
Numa obra pública os trabalhadores são todos imigrantes ilegais, que recebem abaixo do salário mínimo e o Estado não fiscaliza?
Num café, o proprietário pode ver o seu estabelecimento ser encerrado porque não tinha uma placa a dizer que é proibido fumar.
Um presidente de um clube de futebol fala com um árbitro para favorecer a sua equipa, este mesmo clube desce de divisão, se o clube lhe oferece dinheiro ou prostitutas são-lhe subtraídos 6 pontos e pode ir as competições europeias.
O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).
O ministério do ambiente incentiva o uso de meios alternativos ao combustível, no edifício do ministério do ambiente não há estacionamento para bicicletas, nem se sabe de nenhum ministro que utilize a bicicleta para ir para o emprego.
No exame final de 12º ano és apanhado a copiar chumbas o ano, o primeiro-ministro fez o exame em casa e mandou-o por fax... hoje é engenheiro.
Os militares que combateram em África a mando do governo da época não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, o primeiro-ministro elogia as tropas que estão hoje em defesa da pátria no Kosovo, Afeganistão e Iraque com ordenados superiores á média dado o risco destas missões.

É este o teu país agora ... um pais há moda do Sócrates.

Paradigma




A pena de morte nos Estados Unidos da América é oficialmente permitida em 36 dos 50 Estados americanos. Cada Estado que permite a pena de morte possui diferentes leis e padrões quanto aos métodos, limites de idade e crimes que qualificam para esta penalização.

A cadeira eléctrica foi o principal método de execução durante a maior parte do Século XX. Alguns, em especial na Flórida, foram criticadas por avarias, o que provocou discussão sobre a sua crueldade e resultou numa mudança para a injecção letal como o principal método de execução. Embora a injecção letal domine como um método de execução, alguns estados permitem que o condenado escolha o método pelo qual será morto. Outros estados permitem electrocussão, câmaras de gás, enforcamento e fuzilamento em pleno ano 2008.

Os Estados Unidos da América são o segundo país onde mais pessoas são executadas anualmente apenas a República Popular da China possui um número maior.

...

Em Abril de 1846 ocorreu em Lagos a última execução devido a pena de morte de um civil em Portugal, curiosamente muitos anos antes a 1 de Julho de 1772 é executada pela última vez uma mulher.

A decisão de abolir a pena de morte em Portugal chegou tarde para Luísa de Jesus.
Luísa de Jesus envenenou um a um todos os bebes que acolheu na roda de Coimbra (uma espécie de máquina rudimentar à porta das instituições onde se colocavam os bebés indesejados) para ficar com o enxoval e 600 réis que as instituições entregavam às almas caridosas que aceitassem tomar conta de cada um dos pequenos desfavorecidos.

Luísa de Jesus aos 22 anos tinha assassinado 33 recém nascidos....

A questão que aqui deixo é óbvia, teremos o direito de condenar alguém á morte, o desejo de vingança pelo que o outro fez e mais do que isso o sentimento de que a morte é a pena merecida serão suficientes para que o condenemos ?

Luisa de Jesus merecia a pena de morte, mas queremos descer ao mesmo nível que ela e tirar deliberadamente a vida de outros seres humanos ?


domingo

A beleza.



Como dizer não a uma mulher bonita? Como resistir à beleza de uma mulher?
A História fala-nos de guerras que foram despoletadas por causa de mulheres que reis cobiçaram. O tempo passa, o homem evolui mas, nesse campo, não aprendeu nada. O homem não sabe como lidar consigo, nem com os outros quando uma mulher bonita lhe aparece à frente. Este bem que pode ser o problema da Humanidade.

Dir-me-ão alguns que este texto não passa de uma manifestação machista, sexista e outras coisas parecidas que pretende diminuir a importância do sexo feminino ao torná-lo um mero objecto sexual de domínio masculino. Pois bem, reconheço que sou culpado porque como qualquer homem gosto de mulheres bonitas. No entanto, rotulá-las de objecto é um exagero. Na presença de uma mulher bonita, o tema de conversa que se tinha passa a secundário, a fútil, sem importância, originando um novo tópico de discussão em torno daquela beldade.

Antes de continuar: o que é uma mulher bonita? Existe um padrão de beleza pelo qual os homens deste mundo, sem o saber, se regem. Daí o sucesso das Top Models, actrizes e cantoras que despertam as fantasias mais loucas dos homens. É a beleza global inalcançável, indefinível, mas consensual, que transforma estas mulheres nas novas deusas que de lá de cima do seu Olimpo mandam posters, autógrafos, canções vazias e sorrisos para os mortais embriagados pela luxúria.

Para além da beleza física estonteante, existe a beleza do charme. Há aquela mulher que possui um "je ne sais quoi", que, pela sua inteligência, pela sua eloquência, pela sua graça, pelo seu dote artístico ou, simplesmente, por ser femme, desperta paixões arrebatadoras. Por mais que se lêem definições sobre mulheres nos dicionários e nas enciclopédias, estas acabam por ser sempre imprecisas ou até incorrectas.

As mulheres não se definem, amam-se
.

Viajando um pouco pelo mundo, verifica-se que o conceito de mulher bonita, se bem que geralmente igual, vai tendo as suas nuances. Conforme as culturas, as tradições, a história até, a beleza é corporalmente localizada. Do Brasil, a beleza de uma mulher centra-se na famosa "bunda" tão celebrada pela poesia de Drummond de Andrade. Nos Estados Unidos, ela centra-se nos seios, daí a profusão de clínicas de cirurgia plástica. Em Itália, gosta-se da mulher "au naturel". E Portugal? Há bem pouco tempo, beleza e mulher portuguesa não rimavam. Quero acreditar que a entrada do país na União Europeia não só ajudou a emancipar a mulher como também a tornou mais atraente. Eis um bom argumento para calar os eurocépticos. À falta de subsídios, temos por consolo as nossas mulheres já sem bigode! Presentemente, o homem português deixou de olhar para as estrangeiras com um ar abismado e contempla fogosamente a esposa, a namorada ou a vizinha.

O problema da mulher bonita é que ela tem tudo o que quer, como quer, sem nunca ninguém lhe mostrar grande oposição. Não há mulher bonita que fique muito tempo no desemprego; não há mulher bonita que não tenha uma lista de pretendentes; não há mulher bonita que fique por casar. Se tudo isto é positivo, por que razão falar em problema? A beleza não é eterna: é efémera; esvai-se com devir do tempo. Uma mulher bonita que se olha ao espelho sofre na velhice. Torna-se difícil aceitar esta condição humana. A imagem incontornável de Marylin Monroe é prova disso: se tivesse envelhecido como todos nós, nunca teria o estatuto que agora possui.

A única forma de dizer não a uma mulher bonita é ter outra mulher bonita na liderança. Esta crónica bem podia ter como motivo a vinda recente da cantora Jennifer Lopez a Lisboa para cantar duas músicas em playback, levando para casa um milhão e meio de euros em cachet, pois servira para explicar em parte a razão de se pagar tanto por tão pouco.

Há mulheres que querem ser bonitas para chamar a atenção, outras desejam a inteligência para serem admiradas.
Mas há algumas que procuram cultivar a alma e os sentimentos.
Essas alcançam a admiração de todos, porque além de belas e inteligentes tornam-se realmente pessoas, infelizmente são poucas as que o fazem.

Parafraseando o título de uma canção francesa: "femme, je vous aime."